Faroeste Caboclo Cinema

Faroeste Caboclo Cinema
Foto de divulgação de Faroeste Caboclo. Direção de René Sampaio

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Marcel Marceau

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012


Um objeto
Imagem de um objeto
Fotografia da imagem de um objeto
Reprodução da fotografia da imagem de um objeto
Um clone
Imagem de um clone
Fotografia da imagem de um clone
Reprodução da fotografia da imagem de um clone

Cópia de cópias das reproduções de fotografias de umas imagens
E faremos cópias
E seremos sempre imitadores
Seremos sempre piratas
Nós os falsificadores
Imitaremos tudo
Imitaremos a graça
Imitaremos a desgraça
Imitaremos o delírio
Imitaremos o prazer
Imitaremos a dor
Imitaremos a vida

Seguiremos certos e certamente enganados
Somos sempre obra inacabada
Obra que não se copia

Rômulo 1990

Uma dessas noites
Especiais
O mundo comemora
Rememora, namora
E ela diz
Não vou
Não posso
Não estarei

Então ele finge
Um sorriso
Um desligar
Mas, mais uma vez
Ele se cala
E comemora só
Cotidianamente só

Ele e seus filmes
Ele e suas canções
Ele e seus escritos
E lágrimas secas

Rômulo Augusto 31/12/93

Vou usar meu poder de trabalho
Vou potencializar minha força
E sair atropelando
Atropelar os parados
E não esperar os atrasados
Quero intensa força pra superar a eterna crise
Esta crise que o comandante me meteu
Mete comandante
Mete a tua máquina
Vem com sua loucura
Vem com sua ousadia
Seu irresponsável
Mete os teus amigos
Vem com tudo
Meu cú já perdeu as pregas
Mas um dia, vou estourar as suas pregas
Vou conseguir me levantar
Vou te achar sozinho e comer seu cú
Eu mesmo com meu pau que irá cair após esse serviço sujo e vingativo.

Rômulo 12/98


Volto ao começo
Tenho que levantar novamente
Subo em minhas bases
E as sinto fortes!

Tudo que pensei perene acabou
Hoje tenho que reconstruir.
Sofro, que a vida é sofrer!
Mas com animo perene!

Sobreviver e viver é minha missão.
Sinto-me um leão com fome
E quero muito viver!
E quero com toda a força em mim!
Sobreviver.

Rômulo 02/2000

Você me diz palavras e eu sem reação.
Você me mostra a dor do prazer e eu sem entender.
Por vezes você é flor sem espinho e eu o espinho da sua flor.
Minha vida é quase o resumo de um folhetim barato.
Você vem assim sem mais nem menos reescrevendo minha vida.
Ela, assim, começa a se parecer um romance bom de se ler.
Esse folhetim tem agora a história de uma flor e seu espinho.
Amar é como aprender.
Amar é sofrer e aprender que se sofre para amar e aprender.
Amo-te mais e aprendo mais a cada dia.
E sofro menos a cada dia.

Rômulo Augusto
12/2003

Viva Eles


Viva eles
Que já não vivem
Que mataram métrica e rima
Que suicidaram regras

Graças aos pioneiros
Que desbravaram sonhos
Posso sonhar
Eu e minha Bic descartável.

Rômulo 01/1994

UMAMÃO


UMAMÃO

Umamão, que se come
Que se bate
Que se levanta
Quando quer bater
Que se corta
Quando quer comer

Rômulo 1990