sábado, 2 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
CORREIO BRAZILIENSE – DIVERSÃO E ARTE Cia. Brasilienses de Teatro comemora 10 anos com a peça de Cosme trepado
Publicação: 01/07/2011 08:21 Atualização:
O elenco treina há um mês no cenário, com andaimes no lugar de árvores |
Sob o comando do diretor, ator e iluminador James Fensterseifer, a Cia. Brasilienses de Teatro comemora seu 10º aniversário este ano. Para celebrar a data, a trupe pescou nos primórdios de sua história, mais precisamente em seu primeiro ano de vida, um espetáculo baseado na obra do escritor Ítalo Calvino. Adaptado do livro O barão nas árvores, Cosme trepado estreia hoje, às 21h, no Teatro Galpão, onde fica em cartaz até 17 de julho. “Calvino é plural, e esse trabalho tem muitas intenções. Fala de liberdade, de se posicionar contra o preconceito e do cuidado com a natureza”, ressalta o diretor.
Depois da primeira leitura, Fensterseifer debruçou-se sobre o livro, rabiscando, elegendo as cenas mais marcantes, transformando relato em diálogos. Eliminou personagens, fundiu informações, mas manteve a mensagem do texto original, que conta a história do barão Cosme Chuvasco de Rondó. Ainda criança, o menino se recusa a comer escargot e, num ato de rebeldia, decide se afastar da sociedade e morar no topo de uma árvore. Nunca mais desce de lá, mas não deixa de se relacionar com mundo, viver suas paixões e viajar, em uma vida com regras próprias. Apesar de ser fiel à anterior, a montagem de Cosme trepado traz um texto revisto, novos personagens e mudanças no cenário e nos figurinos.
Desta vez, a encenação se dará em uma arena, onde as árvores serão representadas por andaimes, e o público se sentará no centro do teatro, girando nos assentos para acompanhar a encenação ao redor. A estrutura é feita por 200 peças de andaimes, estruturadas em três níveis. A cena final se passa a sete metros do chão, exigindo um treinamento intenso dos atores, que há cerca de um mês circulam pelo cenário, para ganhar intimidade com o espaço.
Quem passa mais tempo dependurado na estrutura metálica é o ator Túlio Starling, que dá vida a Cosme, e admite ter sentido medo nos primeiros ensaios. “É preciso estar mais seguro com o texto, a atenção durante as cenas é grande, mas esse desconforto traz um desafio para o trabalho, é muito interessante”, ele comenta. Antes de praticar no teatro, por três horas diárias, Starling escalou algumas árvores, além de se aquecer e se alongar com frequência, para exercitar a flexibilidade. “Afinal, ele subiu na árvore aos 12 anos e viveu lá. Não preciso fazer estripulias, mas tenho que passar intimidade com o ambiente, transmitir a condição dele”, explica.
Os figurinos, compostos por trajes de época, espadas e tricórnios (chapéus de três bicos), foram desenvolvidos por Guto Viscardi e a trilha sonora, criada por Marcelo Linhos, traduz o clima denso, de loucura. “A história é narrada pelo irmão do Cosme, e pensamos nela como algo que saiu da cabeça de alguém em crise, irmão de uma pessoa que vive nas árvores”, diz o diretor. Para reforçar essa atmosfera, o tema musical do protagonista é heavy metal. Em outro trecho, quando o herói sofre uma desilusão amorosa, a música ganha o acréscimo de um áudio capturado na floresta amazônica: árvores sendo arrancadas, numa referência ao mundo de Cosme em desmantelo.
No que depender de Fensterseifer, essa não será a única incursão da companhia às obras já levadas ao palco. O escritor italiano estava no foco da Cia. Brasilienses de Teatro. “Queremos fazer uma mostra no ano que vem, com as três peças de Ítalo Calvino que montamos”, avisa.
COSME TREPADO
Hoje e amanhã, às 21h, e no domingo, às 20h, no Teatro Galpão, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul; 3443-6039). Até 17 de julho. Ingressos: 1kg de alimento não perecível. Não recomendado para menores de 14 anos.
Depois da primeira leitura, Fensterseifer debruçou-se sobre o livro, rabiscando, elegendo as cenas mais marcantes, transformando relato em diálogos. Eliminou personagens, fundiu informações, mas manteve a mensagem do texto original, que conta a história do barão Cosme Chuvasco de Rondó. Ainda criança, o menino se recusa a comer escargot e, num ato de rebeldia, decide se afastar da sociedade e morar no topo de uma árvore. Nunca mais desce de lá, mas não deixa de se relacionar com mundo, viver suas paixões e viajar, em uma vida com regras próprias. Apesar de ser fiel à anterior, a montagem de Cosme trepado traz um texto revisto, novos personagens e mudanças no cenário e nos figurinos.
Desta vez, a encenação se dará em uma arena, onde as árvores serão representadas por andaimes, e o público se sentará no centro do teatro, girando nos assentos para acompanhar a encenação ao redor. A estrutura é feita por 200 peças de andaimes, estruturadas em três níveis. A cena final se passa a sete metros do chão, exigindo um treinamento intenso dos atores, que há cerca de um mês circulam pelo cenário, para ganhar intimidade com o espaço.
Quem passa mais tempo dependurado na estrutura metálica é o ator Túlio Starling, que dá vida a Cosme, e admite ter sentido medo nos primeiros ensaios. “É preciso estar mais seguro com o texto, a atenção durante as cenas é grande, mas esse desconforto traz um desafio para o trabalho, é muito interessante”, ele comenta. Antes de praticar no teatro, por três horas diárias, Starling escalou algumas árvores, além de se aquecer e se alongar com frequência, para exercitar a flexibilidade. “Afinal, ele subiu na árvore aos 12 anos e viveu lá. Não preciso fazer estripulias, mas tenho que passar intimidade com o ambiente, transmitir a condição dele”, explica.
Os figurinos, compostos por trajes de época, espadas e tricórnios (chapéus de três bicos), foram desenvolvidos por Guto Viscardi e a trilha sonora, criada por Marcelo Linhos, traduz o clima denso, de loucura. “A história é narrada pelo irmão do Cosme, e pensamos nela como algo que saiu da cabeça de alguém em crise, irmão de uma pessoa que vive nas árvores”, diz o diretor. Para reforçar essa atmosfera, o tema musical do protagonista é heavy metal. Em outro trecho, quando o herói sofre uma desilusão amorosa, a música ganha o acréscimo de um áudio capturado na floresta amazônica: árvores sendo arrancadas, numa referência ao mundo de Cosme em desmantelo.
No que depender de Fensterseifer, essa não será a única incursão da companhia às obras já levadas ao palco. O escritor italiano estava no foco da Cia. Brasilienses de Teatro. “Queremos fazer uma mostra no ano que vem, com as três peças de Ítalo Calvino que montamos”, avisa.
COSME TREPADO
Hoje e amanhã, às 21h, e no domingo, às 20h, no Teatro Galpão, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul; 3443-6039). Até 17 de julho. Ingressos: 1kg de alimento não perecível. Não recomendado para menores de 14 anos.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Poesia ou violência?
Poesia ou violência?
Por Adeilton Lima
Qual a sociedade que nós queremos construir?
Definitivamente, essa é a questão à qual todo cidadão brasileiro deveria tentar responder.
Qual a relação que há entre os inúmeros escândalos que frequentemente testemunhamos na política brasileira com a onda de violência que cresce cada vez mais e que não poupa inocentes como o caso assombroso de Realengo, no Rio? Quais as relações entre o comportamento dos meios de comunicação, jornais, revistas, TVs, etc, com a loucura das drogas, com a corrupção e com aquela mesma violência? Promiscuidade e hipocrisia, essa é a minha resposta!
A corrupção estupra investimentos que bem poderiam ser aplicados em bens sociais, educação e saúde, por exemplo, e também para o pagamento de salários dignos para os profissionais dessas áreas. Enquanto um ser em surto assassina crianças indefesas dentro de uma escola, debatem-se no Congresso Nacional medidas para ampliar o porte de arma em meio a discursos homofóbicos e racistas ou de processos por corrupção de deputados (as) tão desequilibrados (as) e mal intencionados (as) quanto o assassino de Realengo, este talvez mais uma vítima. Por outro lado, a televisão brasileira continua derramando sangue em seus telejornais, programas sensacionalistas e enlatados, sufocando a realidade com uma violência gratuita que expulsa toda e qualquer possibilidade de poesia do imaginário do nosso povo. De que adianta tanta lágrima de políticos, empresários e governantes se medidas práticas e imediatas não forem tomadas? É necessário que se mudem os valores e os padrões comportamentais quase sempre importados do decadentismo norte-americano cuja ditadura massacra nossa cultura e identidade! Isso quando não invade o território alheio de olho em suas riquezas com a desculpa estúpida de proteger cidadãos de determinados opressores.
Defendo o alimento da poesia! Arte na veia, na cabeça e nos pulmões! Arte sobretudo na alma das pessoas!!!
Já passou da hora da educação no Brasil receber a atenção que merece! Ou teremos agora que instalar detectores de metal nas portas das escolas ou importar algum Rambo maldito para nos defender de nós mesmos?
Chega!!! Basta de hipocrisia!
Faz-se necessário um pacto! Precisamos de paz!
Mudem-se as programações das TVs! Cassem-se os bandidos e canalhas fascistas e corruptos que sugam e envergonham nossa sociedade e que ocupam assentos no Congresso Nacional! E que o povo se eduque e aprenda a votar e a cobrar trabalho dessas pessoas que são craques apenas em aumentar o próprio salário.
Precisamos fazer uma lavagem nas escadarias da nossa realidade! Defumar e ritualizar os caminhos por onde devem passar os nossos sonhos!
Só vejo um remédio: Cápsulas de poesia, todos os dias!
Adeilton Lima
(61) 9239 9644 / 3037 9384
http://adeilton-lima.blogspot.com/
http://twitter.com/adeiltonlima
http://www.facebook.com/#!/profile.php?ref=profile&id=1243260882
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15240335849819958035
Por Adeilton Lima
Qual a sociedade que nós queremos construir?
Definitivamente, essa é a questão à qual todo cidadão brasileiro deveria tentar responder.
Qual a relação que há entre os inúmeros escândalos que frequentemente testemunhamos na política brasileira com a onda de violência que cresce cada vez mais e que não poupa inocentes como o caso assombroso de Realengo, no Rio? Quais as relações entre o comportamento dos meios de comunicação, jornais, revistas, TVs, etc, com a loucura das drogas, com a corrupção e com aquela mesma violência? Promiscuidade e hipocrisia, essa é a minha resposta!
A corrupção estupra investimentos que bem poderiam ser aplicados em bens sociais, educação e saúde, por exemplo, e também para o pagamento de salários dignos para os profissionais dessas áreas. Enquanto um ser em surto assassina crianças indefesas dentro de uma escola, debatem-se no Congresso Nacional medidas para ampliar o porte de arma em meio a discursos homofóbicos e racistas ou de processos por corrupção de deputados (as) tão desequilibrados (as) e mal intencionados (as) quanto o assassino de Realengo, este talvez mais uma vítima. Por outro lado, a televisão brasileira continua derramando sangue em seus telejornais, programas sensacionalistas e enlatados, sufocando a realidade com uma violência gratuita que expulsa toda e qualquer possibilidade de poesia do imaginário do nosso povo. De que adianta tanta lágrima de políticos, empresários e governantes se medidas práticas e imediatas não forem tomadas? É necessário que se mudem os valores e os padrões comportamentais quase sempre importados do decadentismo norte-americano cuja ditadura massacra nossa cultura e identidade! Isso quando não invade o território alheio de olho em suas riquezas com a desculpa estúpida de proteger cidadãos de determinados opressores.
Defendo o alimento da poesia! Arte na veia, na cabeça e nos pulmões! Arte sobretudo na alma das pessoas!!!
Já passou da hora da educação no Brasil receber a atenção que merece! Ou teremos agora que instalar detectores de metal nas portas das escolas ou importar algum Rambo maldito para nos defender de nós mesmos?
Chega!!! Basta de hipocrisia!
Faz-se necessário um pacto! Precisamos de paz!
Mudem-se as programações das TVs! Cassem-se os bandidos e canalhas fascistas e corruptos que sugam e envergonham nossa sociedade e que ocupam assentos no Congresso Nacional! E que o povo se eduque e aprenda a votar e a cobrar trabalho dessas pessoas que são craques apenas em aumentar o próprio salário.
Precisamos fazer uma lavagem nas escadarias da nossa realidade! Defumar e ritualizar os caminhos por onde devem passar os nossos sonhos!
Só vejo um remédio: Cápsulas de poesia, todos os dias!
Adeilton Lima
(61) 9239 9644 / 3037 9384
http://adeilton-lima.blogspot.com/
http://twitter.com/adeiltonlima
http://www.facebook.com/#!/profile.php?ref=profile&id=1243260882
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15240335849819958035
Assinar:
Postagens (Atom)