Faroeste Caboclo Cinema

Faroeste Caboclo Cinema
Foto de divulgação de Faroeste Caboclo. Direção de René Sampaio

quinta-feira, 3 de março de 2011

Seminário A Sociedade em Rede e o Teatro

Brasília abre temporada nacional do Seminário
A Sociedade em Rede e o Teatro


O Museu Nacional do Conjunto Cultural da República e a Vivo realizarão em Brasília o Seminário A Sociedade em Rede e o Teatro. O evento, que acontecerá de 25 a 27 de março, terá como pilares os conceitos atuais de economia criativa, sociedade em rede, sustentabilidade, parceria e partilha de experiências. Brasília foi escolhida para abrir a série de seminários que acontecerá este ano em várias cidades do Brasil e a data homenageia o Dia Mundial do Teatro, comemorado em 27 de março desde 1961, ocasião da inauguração do Teatro das Nações, em Paris.

As inscrições, abertas de 4 a 13 de março, serão gratuitas e limitadas a 50 participantes, que serão selecionados entre os interessados que preencherem todos requisitos.  Para pleitear uma vaga, será necessário enviar um e-mail para o endereço vivoencena@gmail.com, contendo nome completo, data de nascimento, endereço residencial, RG, dois telefones para contato, e-mail, grupo ou entidade que representa (bem como os respectivos  endereço, telefone, e-mail e breve histórico de atuação), função que exerce na instituição e carta de interesse. A divulgação dos selecionados acontecerá a partir do dia 21 de março, via e-mail e telefonema. 

O Seminário conta com a curadoria de Expedito Araújo e a participação de especialistas renomados na área de cultura. A abertura contará com palestra de Teixeira Coelho, curador do Masp e autor do Dicionário Crítico de Política Cultural. O evento começará às 20 horas do dia 25 de março, no Museu Nacional da República, com acesso livre e gratuito, limitado aos lugares disponíveis no auditório. Outro momento aberto ao público, independentemente de inscrição, é a solenidade de encerramento, que acontecerá na praça do Museu, às 18h30min, com ato de celebração ao Dia Mundial do Teatro, realizado por professores e alunos da Faculdade Dulcina de Moraes.

Para os selecionados, a programação do evento inclui uma mesa redonda sobre Sustentabilidade no setor do teatro, mediada por Francis Wilker e com a participação de Fernanda Martins, Aldo Valentim, Chico Simões e Piatã Stoklos. Haverá também partilha de experiências articulada por Cláudia Alves Fabiano e workshops ministrados por Flavio Desgranges, Maria Helena Cunha e Ana Carla Fonseca.

A iniciativa tem como objetivo promover o compartilhamento de experiências, bem como estimular a discussão e disseminação de projetos voltados à prática do teatro como meio de educação – desde a formação do público até a criação de condições para que cada comunidade das mais diversas regiões possa ser revitalizada culturalmente.

 Vivo EnCena

O Vivo EnCena, projeto no qual está inserido o Seminário A Sociedade em Rede e o Teatro, apropria-se da arte como ferramenta viva de acesso, reflexão e transformação. Ele faz parte da Política Cultural da Vivo, que tem como base conceitual o estímulo à formação de redes nos diversos setores artísticos. O programa Vivo EnCena faz no campo do teatro o que a empresa vem fazendo no campo da música com o Conexão Vivo e no campo audiovisual com o Vivo Arte.Mov. Todos estimulam o encontro de artistas em diferentes estágios de suas carreiras, promovendo intercâmbios na busca de resultados positivos sobre a trajetória e sustentabilidade de todos.


Serviço

Seminário A Sociedade em Rede e o Teatro
Local: Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília
Inscrições: 4 a 13 de março de 2011
Data do evento: 25 a 27 de março de 2011


Programação completa e biografias


25 de março (acesso livre ao público, sujeito à lotação do auditório)

20h: Solenidade de Abertura – Palestra Vetores da ação cultural contemporânea, ministrada por Teixeira Coelho, curador do MASP (Museu de Arte de São Paulo), professor da USP, colaborador da Cátedra Unesco de Gestão Cultural da Universidad de Girona (Espanha). Publicou importantes obras como o Dicionário crítico da política cultural; Semiótica, informação, comunicação; Indústria cultural; Guerras culturais;  Niemeyer, um romance.

Sinopse: A ação cultural aproveita-se hoje de um conjunto já denso de documentos oficiais internacionais e reflexões desenvolvidas um pouco por toda parte. A palestra tratará de apresentar as principais linhas de força que inspiram hoje a formulação de políticas culturais adaptadas ao século 21 à luz dos direitos humanos.


26 de março (somente para os inscritos)

08h30: Recepção e credenciamento

9h: Workshop Ensaios de desmontagem artística: em busca do prazer estético, ministrado por Flávio Desgranges, professor livre-docente, coordenador do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Artes Cênicas da USP. Doutor em Educação pela USP, realizou estágio sobre recepção teatral no Departamento de Sociologia do Teatro da Universidade Livre de Bruxelas e no Théâtre la montagne magique, na Bélgica. Diretor teatral e dramaturgo, é autor dos livros A Pedagogia do Espectador e Pedagogia do Teatro: provocação e dialogismo. É coordenador da coleção Teatro e da série Pedagogia do Teatro.
Sinopse: A oficina propõe abordagem prática de aspectos da recepção estética, organizando experimentações que possam ampliar a compreensão dos processos criativos que envolvem o ato do espectador, e fomentar a elaboração de procedimentos pedagógicos visando à conquista do prazer da leitura artística.

12h30: Almoço

14h: Mesa Redonda Sustentabilidade no setor do teatro, mediada por Francis Wilker, licenciado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. É diretor do grupo brasiliense Teatro do Concreto, professor da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (onde também cursa pós-graduação em direção teatral), gerente de projetos da Fundação Brasileira de Teatro, presidente da Organização Cultural Filhos do Beco e consultor do Departamento Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi) na área de teatro socioeducativo e teatro nas indústrias. Também é consultor do Instituto Ayrton Senna e membro do conselho editorial da revista Entrelinhas e Concreto, especializada em teatro. Como pesquisador da área teatral e arte-educador, tem ministrado palestras e oficinas e colaborado com a TV Escola, sites e publicações.

A Mesa Redonda terá a participação de quatro debatedores:

Fernanda Martins, diretora do Divercult, organização sediada em Barcelona, especializada em cooperação internacional para diversidade cultural. Coordenou a criação da RAIA - Red Audiovisual Iberoamericana - dedicada à articulação entre profissionais e pesquisadores do setor audiovisual. Formada em Relações Internacionais e pós graduada em Gestão Cultural pela Universidad Internacional de Catalunya. Atriz formada pelo Studio Beto Silveira, participou da fundação da compania teatral Sinceramente Sínicos. Foi responsável por projetos culturais pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. Atualmente é responsável por gestão de projetos culturais pela Animus Consult.

Aldo Valentim, mestre em Artes pela UNICAMP e mestrando em Gestão de Políticas Públicas na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV-Fundação Getúlio Vargas. Bacharel em Relações Internacionais, com aperfeiçoamento em Cooperação Cultural Internacional, (OEI-Espanha). É Consultor e atualmente atua como coordenador de Projetos nas Oficinas Culturais do Governo do Estado de São Paulo. Atuou na Secretaria de Estado da Cultura, de 2003 a 2006, como coordenador dos Projetos “Ademar Guerra” e “Mapa Cultural Paulista” e consultor na implementação da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Realizou estágio em Gestão de Festivais no Festival de Avignon, Festival Montpellier Danse e Festival de Hamburgo; com apoio do Ministério da Cultura e da UNESCO. Tem sido convidado para visitas técnicas em instituições culturais no Brasil, Israel, EUA, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Espanha, Portugal, Argentina, Colômbia e Chile.

Chico Simões, um brasiliense autodidata, sem formação acadêmica. Pratica teatro desde a infância e conviveu com vários mestres da cultura popular com quem aprendeu a arte do mamulengo e com camelôs com quem aprendeu sobre teatro de rua e sustentabilidade. Gosta de fazer pontes entre os saberes acadêmicos e os fazeres tradicionais populares. É brincante e brincador, palhaço Mateus Rezador. Viajou a convite por mais de vinte países na América e Europa. Ganhou alguns prêmios e está tentando escrever um livro sobre a arte secreta do mamulengo. Aprendeu que Brasília tem raízes no ar.

Piatã Stoklos Kignel, membro do Fórum Mundial U40 para a promoção da Convenção da UNESCO sobre a proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais. Atuou como coordenador pedagógico pela Associação Cidade Escola Aprendiz, depois como supervisor de cultura da Subprefeitura de Pinheiros – São Paulo. Em seguida, pela Casa Redonda Produções, atuou como professor de políticas e conceitos culturais pelo Observatório da Diversidade Cultural – MG e atualmente trabalha como coordenador de projetos culturais do Grupo Santander Brasil.

17h30: Intervalo

18h30: Partilhas de Experiências – A ação tem como foco estimular a partilha de experiências através de práticas sobre a importância do fazer artístico dos participantes para a revitalização do patrimônio cultural de nossa sociedade. A iniciativa visa estabelecer um diagnóstico das principais experiências que mobilizam o setor do teatro em âmbito regional para que, a partir desta identificação, haja prospecção de projetos conjuntos e elaboração de metas construtivas em torno da cena local.

A articuladora será Cláudia Alves Fabiano, mestre em Artes (ECA - USP) e graduada em Artes Cênicas - licenciatura (ECA-USP). Atualmente é Orientadora de Arte Dramática do TUSP - Teatro da USP, trabalhando no setor da gestão cultural e extensão universitária. Desde 1999 tem desenvolvido ações no campo da elaboração de políticas públicas culturais e da formação de espectadores e coletivos teatrais, com seminários, workshops, publicação de artigos e produção de vídeos. Trabalhou como coordenadora pedagógica e professora de teatro nos seguintes projetos: Teatro Vocacional, Formação de Público, Bolsa-Cultura e Arquimedes, no setor governamental e  Aprendiz Comgás, Educom.Radio, Projeto Casulo, entre outros, no setor não-governamental.

21h: Encerramento das atividades.


27 de março (somente para os inscritos)

08h30: Recepção

9h: Workshop O artista gestor: desafios da contemporaneidade, ministrado por Maria Helena Cunha, gestora cultural, pesquisadora, consultora, mestre em educação (FAE/UFMG), especialista em Planejamento e Gestão Cultural (PUC/MG). Atual coordenadora acadêmica do curso de pós-graduação em Gestão Cultural do Centro Universitário UNA/Fundação Clóvis Salgado e diretora da DUO Informação e Cultura, da Duo Editorial e da Inspire Gestão Cultural. Publicou o livro Gestão Cultural: profissão em formação pela DUO Editorial, em 2007.

Sinopse: O grande desafio no campo da gestão cultural está associado ao seu processo de organização que, cada vez mais, exige um perfil profissional que seja capaz de olhar de forma estratégica e sensível o seu campo de atuação. Neste contexto, partindo do princípio de que a arte é o centro de todo o trabalho, como relacionar a idéia do artista gestor ou do gestor artista?

13h: Almoço

14h30: Workshop Economia Criativa: da teoria à prática sustentável, ministrado por Ana Carla Fonseca, administradora pública (FGV), economista, mestre em administração e doutoranda em urbanismo (USP), Trabalhou por 15 anos em multinacionais, liderando projetos globais, sediado no Brasil, em Londres e Milão. Desde 2004 é sócia-diretora da empresa Garimpo de Soluções - economia, cultura & desenvolvimento, empresa de consultoria e assessoria nas áreas de economia criativa, economia da cultura e cidades criativas. Palestrante em cinco línguas, já ministrou conferências em 22 países. Consultora da ONU, curadora de congressos nacionais e internacionais, escreveu ou editou oito livros, entre os quais "Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável" (Prêmio Jabuti 2007). É professora convidada da FGV/SP e da UCAM/RJ.

Sinopse: A economia criativa vem despertando atenção crescente em todo o mundo, ao propor a conciliação entre cultura, criatividade e economia, sob uma abordagem alternativa. A proposta do workshop é entender o que é economia criativa, identificar seus traços principais, conhecer experiências nacionais e internacionais de setores, países e iniciativas que têm se pautado pela economia criativa como estratégia de desenvolvimento sustentável. Veremos como a economia criativa reconhece a faceta econômica da cultura, buscando resolver problemas de produção, circulação e demanda. Por fim, discutiremos como Brasília pode melhor aproveitar a Copa do Mundo para se transformar em uma cidade mais criativa, para o benefício de todos nós.

18h30: Encerramento (na parte externa do Museu Nacional da República, com livre acesso ao público)

Ato comemorativo ao Dia Mundial do Teatro, organizado por professores e alunos da Faculdade Dulcina de Moraes.

Nenhum comentário: