Cabelo liso, loiro, leve, curto olhar no chão seco, que a faz coçar o nariz dos homens que chegam perto do cheiro que exala de sua pele branca e corada pelo sol amarelo sorriso a um ser invisível diante da presença e ela um gesto de boca que não beija fala horror de voz todos os olhares piscam voltam a correr, pegar, quebrar, virar, cair, chutar, gritar, falar, piscar.
A manhã vai
A tarde vem
À noite nem vê passar
E já é manhã
E lá vem ela
A mulher da voz horror
Calada.
Rômulo Augusto 12/93
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